Paulo Guedes levou duas caneladas hoje no Congresso.
A primeira foi o adiamento da reunião da Comissão Mista da Reforma Tributária que analisaria a proposta de reforma tributária.
Boa parte dos parlamentares querem que a discussão só comece quando o governo expuser todo o leque de mudanças que pretende fazer nos impostos.
O “vem comigo que depois eu te conto o que é” pretendido pelo ministro da Economia não vai, é claro, ser engolido pelos deputados e senadores.
Guedes terá de mostrar as cartas antes de pretender levar as fichas sobre a mesa e vai ser difícil de engolir o que ele de fato proporá: uma aumento de impostos, porque sem ele não há chance de montar o Bolsa-o-Naro que o presidente encomendou.
A segunda foi o “nem pensar” que lhe deu Rodrigo Maia dizendo que não votará e pedirá votos conta a nova CPMF, mesmo que o governo “arranje até um nome em inglês para disfarçá-la”.
Guedes deveria saber que é mais difícil tomar dinheiro do que direitos, como fez na reforma previdenciária.
Não creio que seja provável ter votações conclusivas neste segundo semestre complicado por pandemia e eleições municipais e como a Constituição diz que é proibido cobrar imposto ” no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou” – salvo em alguns casos – o tal Renda Brasil vai ficar na saudade.
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